Em sua cruzada, na busca de fazer da sociedade bode expiatório pela crise provocada, em parte, pelo desvio bilionário de verbas do erário, o presidente sem votos vem anunciando, a todo o momento, cortes os mais profundos nos orçamentos.
Entre esses, veio a público nesta semana, que as Forças Armadas arcarão com 44% de decréscimo nos recursos que lhes eram repassados.
Embora não seja o nosso um país beligerante, a ponto de ser exponencial o papel dos militares combatentes, não se pode esquecer que eles exercem outras funções, estas sim de capital importância.
Como assinalam as reportagens a respeito do tema em questão, a Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados - DFPC - órgão que tem por função monitorar o uso de explosivos será atingido pelo contingenciamento.
Destarte, com a falta de verbas, diminui-se, em muito, o já deficitário serviço de fiscalização do uso de explosivos, tantas vezes derivados ao ataque a caixas eletrônicos, e outros mais, próprios do crime organizado.
Assim, inegável que com a queda na repressão e, consequentemente, na intimidação, os notórios facínoras terão campo mais amplo e fértil para a realização de suas barbáries.
Parece que os reclamos da população quanto à segurança, como venho batendo, alcançou ouvidos moucos, eis que, uma vez mais, a atitude do gestor passa longe de melhoras na segurança pública pela qual ela anseia, e até suplica.
Verdade que somos exemplo de país pobre de terceiro mundo - pese os governos, uniformemente, terem proclamado virtudes que nos faltam -, com a obrigação de suportar as agruras advindas desta realidade.
Desculpável, portanto, a carência de verbas, se se tratasse de atitude séria, que almejasse, com a economia, colocar a nação nos trilhos e guiar-lhe os passos futuros.
Mas não, o que se objetiva é simplesmente fechar o monumental rombo, repita-se, ocasionado por medíocres senhores que nos tratam como abestados, idiotas, ou quiçá, resguardar-se verbas para fundos partidários ou compra de votos!
E depois, todos eles, se rotulam santos!!!