A crise do sistema penitenciário nacional, que também atinge o Estado de São Paulo há muito tempo, é um barril de pólvora. Uma amostra foi a fuga em massa na cidade de Bauru, no interior.
Todo sistema prisional brasileiro está em crise. O problema maior é que os presídios, ao invés de reterem criminosos, se tornaram quartéis generais e centros de recrutamento e treinamento do crime organizado. Dominando as prisões, os criminosos articulam suas ações dispondo de milhares de colaboradores encarcerados pelo Estado, mas comandados pelo crime organizado.
O crime se organizou dentro do sistema penitenciário, quando lá deveria ser isolado e contido. Soltos, os egressos executam as ordens nas ruas, livremente.
Nossa fronteira é uma porteira quebrada, passa tudo. Nossa ociosa força militar deve ser tornar a porteira, ser a força nacional de fronteira. A Constituição não permite, não é o papel institucional das Forças Armadas. Que se altere a Constituição; se altera para tanta coisa inútil, melhor dar funcionalidade ao enorme efetivo ocioso do que assistir ao massacre diário de civis nos grandes centros urbanos.
A Polícia Federal não impede o ingresso de armas e drogas pelas fronteiras secas e molhadas com nossos vizinhos: a saída é o uso de nossas Forças Armadas nesse papel. Se vivemos em estado de guerra, devemos convocar as forças militares para combater os criminosos que se portam como guerrilheiros. Não é possível que policiais militares portem um fuzil num patrulhamento de rotina, armas de guerra devem ser utilizadas pelas forças armadas e se vivemos uma guerra são elas quem devem agir.
A violência recrudesce a cada dia e o Poder Público finge que está tudo sob controle, quando na verdade não está. Precisamos impedir o continuo e livre ingresso de armas, munições e drogas da Bolívia, Paraguai, Colômbia, Venezuela e Peru. Se não há previsão constitucional, que passe a haver. Precisamos fechar a porteira e capacidade para isso nós temos.