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O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), lamentou ontem que as medidas já adotadas para cortar gastos públicos, como a extinção de secretarias e de fundações, não tenham sido suficientes para reequilibrar as contas, obrigando-o a decretar estado de calamidade financeira.
O pedido de Sartori e de outros governadores para a liberação aos Estados de parte dos valores arrecadados com a cobrança de multas pagas por quem aderiu ao programa de regularização de bens e ativos no exterior, a chamada repatriação, foi atendido ontem, depois da reunião entre o presidente Michel Temer (PMDB) e chefes dos Executivos estaduais.
O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), disse que a equipe econômica do governo aceitou fazer o repasse de multas da repatriação, em torno de R$ 5,2 bilhões, de um total de R$ 46,8 bilhões obtidos. De acordo com Colombo, o acordo fechado prevê que os Estados retirem as ações que tramitam no Superior Tribunal Federal (STF) .
"Estamos com muitas dificuldades. Por isso já vínhamos tomando medidas para modernizar e recuperar a administração", explicou o governador gaúcho.
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