Hoje e amanhã são dias muito importantes na vida de milhões de pessoas, principalmente jovens que sonham em estudar em uma faculdade. As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) são, junto com a Fuvest, a avaliação mais concorrida do País. No entanto, a ação de alguns "estudantes" está complicando o cumprimento de cronogramas do Ministério da Educação (MEC), tanto que alguns candidatos terão de esperar para fazer as provas, uma vez que escolas estão invadidas e não há condições de realizar as avaliações nestes locais.
Se não bastasse a dificuldade comum em estudar e buscar uma colocação melhor na sociedade, o cidadão tem de enfrentar situações como essa. As ocupações das escolas ocorrem por causa das mudanças estipuladas pelo governo para o ensino médio. De acordo com a União Nacional dos Estudantes (UNE), 167 campi universitários e mais de mil escolas e institutos federais estão ocupados.
O invasores também são contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos do governo federal pelos próximos 20 anos. Ou seja, existe muita política implantada na mente destes jovens. Muito mais política do que educação. Milhares de estudantes, que se dedicam anos para passar em uma prova, estão sendo prejudicados por essas ações rebeldes. Será muito conveniente eles saírem dessas escolas neste final de semana e retornar, caso queiram, na segunda-feira. Mas não, eles querem causar.
Ao baterem o pé e não saírem das escolas, esses estudantes cometem um erro enorme, que é o de prejudicar seus próprios companheiros, que são os estudantes. E ainda deixam no ar a dúvida: será que esses invasores são mesmo estudantes? Os interesses são apenas para a educação? Se fossem, não deveriam causar um prejuízo tão grande como o cancelamento das provas do Enem.
O direito a protestar e se manifestar existe, porém alguns atos no Brasil têm se tornado um modismo. A ocupação de escolas está em alta. Aqui no Alto Tietê por exemplo, quando ocorreram fatos do tipo no ano passado, após o governo estadual decidir fechar algumas salas e escolas, repórteres notaram que muita gente que ocupava as unidades demonstrava não ter conhecimento algum dos fatos e que estava ali a mando ou a pedido de alguém. Que os olhos vejam o que as imagens não mostram. É preciso uma boa consciência para entender os fatos e não deixar ser levado por grupos que têm interesses diferentes dos que são apresentados ao público.