Leonardo da Vinci escreveu uma frase lapidar que nos leva a refletir diante do caos moral e ético que assistimos hoje: "Não prever, já é lamentar". Se há esperança, caminhamos em busca do bem, senão nos acostumamos com o mal. A difícil arte de viver é manifesta se não houver amanhã. A sociedade busca o hedonismo desenfreado, o "aqui" e o "agora" do prazer desordenado sem o dever moral de construir o ideal dos nossos filhos.
"Ordem e Progresso" são dizeres que desfraldam na bandeira e no coração do povo brasileiro, que acredita na grandeza de caráter da nossa nação. Tiradentes, líder e mártir da Inconfidência Mineira, tinha tanta certeza do seu ideal de conseguir libertar o Brasil do pesado jugo da monarquia portuguesa que chegou a confeccionar uma bandeira da futura república com o dístico em latim "Libertas Quae Sera Tamen" (Liberdade ainda que tardia). Não deu certo. Foi enforcado no Rio de Janeiro em 21 de abril de 1792.
Trinta anos depois a mão portuguesa do príncipe regente D. Pedro I ergueu a espada e gritou: "Independência ou Morte", no dia 7 de setembro de 1822, contrariando a vontade da família real em Portugal. Depois de tantos escândalos de corrupção, fomos brindados por duas notícias neste Dia da Pátria que nos deixa felizes: o tão esperado impeachment da presidente que abusou do poder, causando tão grande caos econômico em nosso País e a promulgação da prorrogação da operação Lava Jato por mais um ano a fim de continuar estendendo o braço da Justiça a fim de alcançar mais políticos corruptos que devem, também, ser colocados atrás das grades. Encheram os bolsos e esvaziaram o coração da misericórdia pelos pobres, causando fome, desemprego e insuficientes verbas para a Educação e para Saúde.
Rodrigo Janot, procurador-geral da República, preocupado com o desregramento moral do nosso País, afirmou: "Não é a operação Lava Jato que vai livrar o Brasil da corrupção, o brasileiro precisa ir à luta pela honestidade".