A morte do ator Domingos Montagner chocou o Brasil esta semana e fez voltar à tona um tema recorrente, antigo e que intriga o ser humano: os perigos de nadar em rios. Não é de hoje que jornais e telejornais noticiam a morte de pessoas por afogamentos em rios, lagos ou no mar. Porém, a morte de uma pessoa querida e famosa faz com que o assunto tenha uma propagação enorme na casa das pessoas.
Desde sempre, os bombeiros permanecem em sua luta para informar as pessoas sobre os locais onde é perigo nadar, onde existe correnteza e ainda todos os cuidados para evitar acidentes e afogamentos. Mesmo assim, o homem insiste em desafiar a natureza. A questão aqui não é a morte do ator global, mas a grande quantidade de afogamentos que ocorrem, por exemplo, aqui na região do Alto Tietê.
Com a chegada do tempo quente, infelizmente as páginas policiais começam a informar sobre as mortes por afogamentos, e sempre nos mesmos lugares. Aqui pela região, os locais mais perigosos são a Lagoa Azul e a Lagoa do Raposão, em Suzano, a represa de Taiaçupeba, em Mogi, e o rio Tietê, em Itaquaquecetuba, que forma lagos em alguns bairros. O caso já foi manchete nos jornais do Grupo Mogi News inúmeras vezes e em várias épocas mas, mesmo assim, as mortes continuam ocorrendo nos mesmos lugares.
A nossa esperança é que a morte de Montagner mostre para algumas pessoas que os rios são perigosos e não são indicados para o nado. São poucos os locais onde é possível nadar sem perigo, e quando estes existem, há placas explicando como proceder para evitar afogamentos. Sim, entrar em um rio para se banhar é uma ação antiga e normal do ser humano, mas muito perigosa nos dias de hoje.
Para se ter uma ideia, Domingos Montagner era conhecido também por ser um ótimo mergulhador e nadador, o que não bastou para ele sobreviver a correnteza do rio São Francisco, que o carregou para 30 metros abaixo da superfície.
Um dia de sol e um rio limpo é uma tentação para algumas pessoas, mas é preciso prudência e firmeza para não se arriscar em lugares perigosos. Montagner, com certeza, não foi o único a perder a vida no rio São Francisco. Da mesma forma que centenas de pessoas morreram nas lagoas e rios aqui do Alto Tietê.
Que neste final de ano, as pessoas tenham mais cuidado e evitem se arriscar por um banho. Acidentes ocorrem e fatalidades também, mas em alguns casos existe o conhecimento e a informação de que tal lugar é perigoso. É sempre importante divulgar a notícia de como podem ser perigosos alguns rios.