Apesar de chamar a atenção por conta dos nomes que ficarão de fora da próxima Legislatura da Câmara Municipal, a votação do último domingo comprovou que nenhum dos quatro vereadores denunciados pelo Ministério Público (MP) por suposta corrupção, e que concorriam neste pleito, foi reeleito. São eles: Antônio Lino (PSD), Mauro Araújo (MDB), Diego Martins (MDB), e Francisco Bezerra (PSB). Eles serão suplentes.
Para o sociólogo e professor Afonso Pola, no geral, isso representa que parte considerável do eleitorado mogiano buscou conhecer seu candidato e fez com que essa informação determinasse a mudança no voto. Para o especialista, mesmo com as tentativas de ludibriar o eleitor com a diminuição dos nomes dos candidatos, durante a propaganda eleitoral, e até a alteração do nome que foi para a urna, o processo de desgaste dos candidatos em função da denúncia e da prisão dos parlamentares acabou "influenciando na decisão de eleitores que acompanhavam esses candidatos".
"É importante destacar que eles tiveram votação razoável, o que mostra que uma parte da sociedade ou não considera o fato ou não se informou sobre o comportamento dos políticos", disse.
Diegão foi o mais bem votado, com 1.301 votos. Próximo a ele, Lino ficou com 1.188 e Araújo com 1.024. Bezerra foi o que menos recebeu votos, 734. Todos foram alçados a suplentes.
"Fui preso injustamente, sem a mínima chance de defesa e condenado pelas redes sociais por um crime que nunca cometi e, isso pesou", disse Diegão. "Mas vou provar minha inocência e voltarei. Quero que saibam que nunca vou parar de trabalhar por Mogi. Deus sabe de todas as coisas", completou o candidato.
Araújo afirmou que aceita "com respeito" o resultado das urnas, numa eleição "muito pulverizada" em que seu partido foi uns dos mais votados da cidade. "Na questão pessoal penso que foi uma grande vitória ter participado de forma corajosa mesmo depois de toda as perseguições que venham sofrendo", disse. Lino e Bezerra não se manifestaram até o fechamento da reportagem.