O Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) emitiu no início da semana um posicionamento oficial sobre as solicitações de aumento da tarifa de ônibus na região, reforçando que os prefeitos se colocaram contra o aumnto proposto pelas empresas.
Segundo o Condemat, o valor cobrado pelo transporte público varia de R$ 4,20, como em Santa Isabel, chegando a R$4,50 nas cidades de Arujá e Mogi das Cruzes, por exemplo. “Os prefeietos entendem que o aumento ocorrido no preço dos combustíveis e a projeção de novas altas tem gerado um cenário insustentável para as empresas. Mas, diante das dificuldades econômicas que ainda persistem, descartam o aumento das tarifas nos índices pleiteados”, afirmou o secretário-executivo do Condemat, Adriano Leite.
Em nota à imprensa, a Radial Transporte, que atua na cidade de Suzano e em outras cidades, afirmou que o momento é de “crise no transporte público municipal no Alto Tietê”, atribuindo uma conjunção de fatores negativos e negligências com o setor.
“Para se compreender o tamanho do problema, basta listar alguns itens, como as altas constantes - quando não semanais - dos combustíveis, acelerando a crise econômica, o retorno da inflação, a ausência do apoio institucional efetivo para conter os impactos sobre as empresas de transportes.
A empresa também atribui a culpa ao impedimento de demitir funcionários durante a pandemia, apesar da queda da receita durante o período de lockdown. “Diversas exigências impostas pelo momento de calamidade pública, essas empresas totalmente desamparadas de política pré-estabelecida para não quebrar o setor, gerando gastos extras e sem previsões orçamentárias, além de enormes prejuízos em seus caixas”, apontou.