Enquanto janeiro caminha para os últimos dias, o Sistema Produtor Alto Tietê (SPAT) acumulou, até a manhã desta segunda-feira (19), 62,1% da chuva prevista para todo o mês. Os dados são do Portal dos Mananciais da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). No período, foram registrados 144,2 milímetros de precipitação, frente à média histórica mensal de 232,1 mm.
Mesmo com o acumulado abaixo da média histórica, as chuvas registradas nas primeiras semanas do ano refletiram em aumento no volume armazenado: no dia 1º de janeiro, o Spat operava com 20,1% da capacidade e, na atualização desta segunda-feira (19), o índice chegou a 22,9%. A elevação foi de 2,8 pontos percentuais, porém, o volume atual representa pouco mais da metade do registrado há exatamente um ano, quando o sistema operava com 40,6%.
Neste início de ano, todas as cinco represas que compõem o sistema apresentaram avanço nos índices. Destaque para a represa de Jundiaí, em Mogi das Cruzes, que registrou a maior recuperação percentual do sistema. O volume passou de 9,9% para 19%, uma elevação de 9,1 pontos percentuais.
Na sequência, aparece a represa de Paraitinga, em Salesópolis, que teve o volume elevado de 20,4% para 25,3%, um avanço de 4,9 pontos percentuais. Com elevação um pouco inferior, a represa de Biritiba, localizada na divisa entre Mogi e Biritiba Mirim, iniciou o ano com 27,8% da capacidade e chegou a 31,2% nesta segunda-feira (19), uma elevação de 3,4 pontos percentuais.
Também em Mogi, na represa Taiaçupeba o volume subiu de 17,5% para 20%, crescimento de 2,5 pontos percentuais. Já em Ponte Nova, na divisa de Biritiba e Salesópolis, o índice teve a menor alta do sistema, passando de 22,3% para 23,3%, avanço de 1 ponto percentual.
O conjunto de reservatórios que forma o SPAT responde pelo abastecimento de cerca de 4 milhões de pessoas na zona leste da capital paulista e em municípios da Região Metropolitana, segundo a Sabesp.