Mogi das Cruzes e todo o Alto Tietê retornarão, a partir de amanhã, à fase amarela do Plano São Paulo de controle sanitário e flexibilização econômica. Todas as cidades do Estado de São Paulo, incluindo a capital, também terão de adotar medidas mais restritivas até 4 de janeiro.
Com o regresso geral para a terceira das cinco fases do Plano São Paulo, anunciado um dia após o segundo turno das eleições municipais, atividades como bares, restaurantes, academias, salões de beleza, shoppings, escritórios, concessionárias e comércios de rua voltam a ter limitações de horário e capacidade de público.
O atendimento presencial em todos os setores fica restrito a dez horas diárias, sequenciais ou fracionadas, e 40% de capacidade. Os estabelecimentos terão de cessar o atendimento local até as 22 horas. Todos os eventos com público em pé estão proibidos na fase amarela.
Durante o anúncio da obrigatoriedade das medidas restritivas no Estado, o governador João Doria (PSDB) afirmou que a medida tem como objetivo reduzir o contágio e evitar pressão sobre o sistema de saúde. "É uma medida de prudência que estamos tomando para melhorar o controle da pandemia", disse o governador.
O Comitê Gestor da Retomada Gradativa das Atividades Econômicas da Prefeitura de Mogi das Cruzes informou que aguarda a publicação do Decreto Estadual, que estabelece a reclassificação e as regras para o funcionamento das atividades.
Segundo o presidente do comitê, Juliano Abe, a cidade tem respeitado e cumprido as regras estabelecidas pelo Plano São Paulo, entretanto, na visão dele, existem especificidades que foram adequadas e readequadas ao longo do tempo na fase amarela. "Caso não haja a publicação do decreto nesta terça-feira (hoje), publicaremos um decreto de acordo com a interpretação das últimas regras estabelecidas para esta fase", explicou o responsável pelo grupo.
Para discutir medidas adicionais e conjuntas de controle da pandemia, os prefeitos de Mogi, Suzano, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos, Poá e Arujá, participam hoje de uma videoconferência com o governador Doria. Ao todo, 62 cidades foram confirmadas na reunião online.
Ocupação de leitos
Com a redução na quantidade de leitos causada pela aparente estabilidade observada no início de novembro nos principais indicadores referentes à pandemia, a ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de enfermaria em Mogi das Cruzes é de 78%, com 30 dos 47 leitos de enfermaria ocupados e 70 dos 89 de UTI sendo utilizados atualmente.
O número atual de leitos de UTI destinados ao tratamento de pacientes com coronavírus em Mogi é 52,5% menor do que o registrado durante a alta da pandemia na cidade. Entre julho e agosto, o município chegou a disponibilizar 118 acomodações do tipo, hoje são 56. O número de leitos de enfermaria também teve redução.
Segundo atualização do Plano São Paulo apresentada ontem, as internações são responsáveis por colocar a Grande São Paulo (que a título de avaliação do Estado inclui o Alto Tietê) na fase amarela, com uma variação de 1,05% superior nos últimos sete dias e média de 48,4 registros para cada 100 mil habitantes. A ocupação dos leitos de UTI é de 58,5%.