Compartilhe
Com votos favoráveis dos deputados eleitos no Alto Tietê, a Câmara Federal aprovou na última terça-feira, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que torna permanente o Fundo de Desenvolvimento e Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb) e eleva a participação da União no financiamento da Educação Infantil e dos Ensinos Fundamental e Médio.
Dentre os 492 votos favoráveis à PEC, estavam os de deputados eleitos na região, Marcio Alvino (PL), presidente da Frente Parlamentar Mista para Investimentos Federais na Educação; Marco Bertaiolli (PSD) e Katia Sastre (PL). A PEC seguirá para o Senado, onde também não deve encontrar resistência para aprovação.
"Obtivemos uma grande vitória para a Educação no país. É indiscutível a importância do Fundeb, agora permanente, para a manutenção da educação básica pública. Defendo o direito de todos à educação de qualidade", disse o deputado Alvino.
A contribuição da União para o Fundeb crescerá de forma gradativa de 2021 a 2026, de forma a substituir o modelo cuja vigência acaba em dezembro.
O deputado Bertaiolli defendeu uma formação educacional forte desde os primeiros anos para todos e a manutenção do fundo. "Tornar o Fundeb permanente e ampliar os investimentos na área da Educação é, e sempre será, uma prioridade no meu mandato, pois acredito que a educação é o único caminho para que verdadeiramente possamos fazer a justiça social, ter equilíbrio financeiro e reduzir as diferenças", disse.
Já a parlamentar Katia, que faz parte da Comissão Externa de Políticas para a Primeira Infância, destacou que o investimento na educação de base terá resultado futuro, quando os estudantes ingressarem no mercado de trabalho. "Conheço as mazelas do nosso sistema de ensino e sei muito bem que recursos como o do Fundeb são importantíssimos para manter pelo menos o básico nas escolas públicas, como pagamento dos salários dos professores e uso de transporte escolar", avaliou.
Nos próximos seis anos, a parcela da União deverá passar dos atuais 10% para 23% do total do Fundeb, por meio de acréscimos anuais. Assim, em 2021 começará com 12%; passando para 15% em 2022; 17% em 2023; 19% em 2024; 21% em 2025; e 23% em 2026.
Os valores colocados pelo governo federal continuarão a ser distribuídos para os entes federativos que não alcançarem o valor anual mínimo aplicado por aluno na educação. Da mesma forma, o fundo continuará recebendo o equivalente a 20% dos impostos municipais e estaduais e das transferências constitucionais de parte dos tributos federais. Em 2019, o Fundeb distribuiu R$ 156,3 bilhões para a rede pública.
Esportes
Mogiano representará o Brasil em Panamericano de corrida de obstáculos
Cidades
Copa do Mundo e festas juninas devem impulsionar comércio do Alto Tietê
Cidades
Vereadores aprovam sistema de alarme de emergência em unidades de saúde
Cidades
Ferraz de Vasconcelos entra no Clima da Copa do Mundo