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A insistência da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) na proposta de instalação de uma praça de pedágio no km 45 da rodovia Mogi-Dutra (SP-88), por meio da concessão do lote de rodovias, está fazendo com que associações e entidades mogianas busquem o fortalecimento do movimento iniciado pelos moradores do condomínio Aruã, contra a instalação do posto de cobrança.
Na noite de ontem, representantes da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Mogi das Cruzes (AEAMC), do Centro Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) e do condomínio Aruã, entre outras entidades, estiveram reunidas para estabelecer estratégias de divulgação dos malefícios da instalação da praça de pedágio, como por exemplo, o encarecimento de alguns produtos do cotidiano, bem como a possibilidade de demissões.
O diretor da AEAMC, Jorlindo Renno, relembrou durante a reunião que Mogi está situada no Cinturão Verde do Estado de São Paulo e que parte da boa representatividade que a cidade possuí no grupo, poderá ser perdida. "Mogi é a cidade mais afetada com este projeto. Somos integrantes do Cinturão Verde, também vai interferir negativamente na distribuição da mercadoria", afirmou.
Dentre as ações utilizadas para divulgar ainda mais a insatisfação do mogiano contra a proposta, um abaixo-assinado será disponibilizado à população, por meio eletrônico e presencial. Ficou definido no encontro que no próximo dia 4, no Largo do Rosário, conhecida como praça da Marisa, a partir das 9 horas, voluntários da AEAMC e das outras entidades estarão coletando as assinaturas para fortalecer o movimento.
"A ideia é unir mais forças contra o pedágio, Aruã saiu na frente e sentimos que faltam entidades para reivindicar contra este absurdo", destacou o agora presidente da AEAMC, Nelson Batalha.
O diretor-presidente da Associação dos Adquirentes de Lotes do Aruã, Luis Bonora, destacou que algumas famílias da região do condomínio já começam a pensar em mudar suas rotinas devido ao pedágio. "Têm pais que já pensam em matricular seus filhos em escolas em Arujá, para fugir do pedágio", completou.
Apesar da importância dos movimentos populares e da conscientização da população acerca do tema, o diretor do Ciesp, Renato Torquato Rissoni, ressaltou a necessidade de avançar com a questão jurídica do projeto, colocando-a na mesma importância das manifestações. "Não podemos descartar a parte jurídica que tem que ser discutida, junto com a prefeitura, inclusive", destacou o representante da entidade.
Novo encontro
Para apresentação dos trabalhos feitos ao longo desta semana, bem como exposição de novas metas, um novo encontro no próximo dia 5 esta marcado, ainda na sede da AEAMC, desta vez com a participação de outras entidades, como por exemplo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mogi das Cruzes e da Associação Gestora do Distrito Industrial do Taboão (Agestab).
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