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Depois de vistoriar diversas obras paradas, no último final de semana, o vereador Renato Ramos de Souza (PPS), o Renatinho Se Ligue, decidiu apresentar um requerimento pedindo informações à Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos, sobre o número de construções interrompidas na cidade. O documento dele foi aprovado, por unanimidade, na sessão ordinária, da última segunda-feira. Com isso, o Poder Executivo tem 15 dias para encaminhar os dados solicitados.
Segundo ele, a quantidade de obras paradas no município impressiona e, neste caso, compete à municipalidade fornecer um verdadeiro diagnóstico da "situação vexatória" que representa, na prática, o desperdício de dinheiro público, oriundo dos governos federal e estadual e do erário local. "Na verdade, trata-se de muita verba pública jogada fora e, portanto, a atual administração precisa dar uma resposta à sociedade e, ao mesmo tempo, responsabilizar os eventuais culpados", diz Renatinho.
Constam da lista de construções abandonadas, por exemplo, creches na Vila das Nações e no Jardim Luiz Mauro, na região da Vila Santa Margarida, um posto de saúde no Jardim TV e do Pronto Atendimento Infantil (PAI) na avenida Brasil, no centro. Além disso, conforme o vereador, simboliza o dinheiro público "despejado na lata do lixo" de 188 casas populares na Vila São Paulo, e, sobretudo, o Centro de Convenções Haja Abissamra, no centro, que, ainda nas palavras de Renatinho, trata-se de um "autêntico elefante branco". As obras foram herdadas de gestões anteriores.
Para ele, a "malversação de dinheiro público é crime" e a população cobra diariamente soluções. "A maior prejudicada é a comunidade, que deveria ter os aparelhos públicos prometidos e, na maioria das vezes, já pagos com verbas municipais ou de parcerias com outros governos", dispara.
No requerimento, Renatinho solicita o número de obras paradas, quantas delas receberam recursos estaduais e federais, quais delas são bancadas com dinheiro próprio e qual o valor estimado e o efetivamente já aplicado, em cada construção. No documento, o parlamentar questiona as providências da atual administração, no tocante aos serviços suspensos e se existe alguma previsão para a conclusão das obras inacabadas.
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