Parlamentares com base política na região opinaram sobre a Reforma Política e, assim como ocorre nos demais debates, não houve consenso entre os legisladores. O deputado federal Roberto de Lucena (PV) é contra o chamado Distritão, pois entende que ele dificulta a renovação política e o acesso de novas lideranças. "Esse sistema não existe em nenhuma democracia consolidada do mundo e entendo que é um movimento de quem apenas deseja se manter no poder. Um salve-se quem puder", acredita.
Para o deputado estadual André do Prado (PR), há a necessidade de algumas mudanças por vários motivos, mas não existe, nesta proposta, a melhor alternativa para o momento. "Acredito que é fundamental ter uma ampla reforma, mas, antes de tudo, é necessário um diálogo com a sociedade e principalmente com os partidos, objetivando chegar a um consenso, a fim de que as mudanças possam ser mais efetivas e concretas", afirma.
Para o deputado estadual Luiz Carlos Gondim Teixeira (SD), ainda não há uma definição clara do assunto. "No meu partido não mexe tanto, então, tanto faz ser Distritão ou distritinho ou ficar com coligação. O que a gente sente é que os partidos pequenos não querem Distritão. Eles não querem a cláusula de barreira, porque acaba com os partidos pequenos. Então, eles preferem ficar com a coligação. Todos os partidos, o que a gente sabe, são favoráveis ao financiamento público de campanha".
Já para o deputado estadual Marcos Damásio (PR), a reforma também é necessária, principalmente no atual momento político do País. "Criar cláusula de barreira e desempenho para diminuir o número e a participação de partidos é um bom exemplo. Acredito até que, no regime democrático, o voto não deveria ser obrigatório. Sou favorável ao voto distrital, pois aproxima o eleitor de seu candidato".
O deputado estadual Estevam Galvão (DEM) disse que acompanha os debates em torno do assunto, mas aguarda orientação do seu partido para manifestar seu apoio ou rejeição às mudanças propostas no processo eleitoral. (C.I.)