Em 52 dias de obras de desassoreamento do rio Tietê, já foi retirado um volume de aproximadamente 10,5 mil metros cúbicos de sedimentos e 300 metros cúbicos de rocha. O trabalho no trecho de Mogi das Cruzes teve início no dia 22 de agosto. No momento, o serviço se concentra na altura da Ponte Grande. A próxima etapa vai beneficiar o trecho do Estaleiro - Parque Leon Feffer. As informações são do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee).
A autarquia instalou bota-esperas para material retirado do rio Tietê em Mogi das Cruzes, do Estaleiro e Parque Leon Feffer. O contrato de desassoreamento do rio Tietê, no trecho entre o córrego Três Pontes, na divisa de Itaquaquecetuba com São Paulo, e o córrego Ipiranga, em Mogi, tem 18 meses de duração. No momento, as máquinas trabalham em direção à foz do córrego Ipiranga. 
Ao todo, 47 pessoas atuam na obra. O desassoreamento é feito com ajuda de um rebocador, duas barcaças, duas escavadeiras hidráulicas, uma plataforma flutuante, uma escavadeira, cinco caminhões e um barco à motor.  
As obras de desassoreamento eram aguardadas há muito tempo pelos moradores de Mogi, especialmente da região da Ponte Grande. O pintor Dionísio Gomes, de 54 anos, lembrou que não era necessário grandes volumes de chuva para que as ruas alagassem. "Conheço o bairro há uns sete anos e desde que cheguei sei dos problemas que os moradores enfrentam já há muito tempo. Lembro que quando começava a chover todas as ruas ficavam alagadas. Acredito que o desassoreamento acabe com as enchentes", acrescentou.
O auxiliar-administrativo Paulo Yukio, 60, espera que as obras de desassoreamento sejam a solução para os problemas de enchente vividos pelos moradores do bairro. "Moro na Ponte Grande há cerca de cinco anos. Cheguei a pegar uma enchente em que a água chegou no meu quintal. Mas sei de vizinhos que tiveram prejuízos muitos maiores. Espero que essa obra resolva de vez essa questão que assusta todos os moradores. Ela era muito aguardada por todos que moram aqui", afirmou.