A liberação do tráfego de veículos na rua Doutor Ricardo Vilela, no trecho da passagem subterrânea da antiga praça Sacadura Cabral, foi bastante elogiada pelos motoristas que circularam ontem pela região central de Mogi das Cruzes. Conforme já noticiado pelo Mogi News, um trecho da via foi liberado pela prefeitura na tarde de segunda-feira passada. Com isso, os motoristas que descem pela rua Doutor Ricardo Vilela podem agora seguir até a rua Princesa Isabel de Bragança.
A ação, apesar de parecer pequena, deve contribuir significativamente para aliviar a morosidade existente na região central, em especial na rua José Bonifácio, que desde o início da obra passou a ser a única opção para quem precisava acessar avenida Voluntário Fernando Pinheiro Franco.
É o que espera o motorista Simão Pimenta, de 59 anos. "Eu achei que ficou bem melhor agora com mais essa opção, mesmo que seja por um trecho pequeno. Acredito que a gente vai sentir mesmo a diferença nos horários de pico, que é quando a José Bonifácio ficava completamente congestionada", disse.
O mesmo otimismo é compartilhado pelo taxista Darci Castrezani, de 63 anos, que comemorou também o fato dos pontos de taxi, que haviam sido realocados para as ruas Princesa Isabel de Bragança e José Bonifácio, agora estarem fixos na Ricardo Vilela. "Com essa abertura para os carros o motorista passa a ter mais uma opção, então não tenho dúvida de que vai ficar muito melhor para todo mundo", comentou.
Comerciantes
Após quase um ano convivendo com os efeitos colaterais de uma obra de grande porte, comerciantes da região comemoram a reabertura da rua Doutor Ricardo Vilela. Para eles, a retomada do tráfego de veículos e pedestres no local representa a recuperação do movimento nos estabelecimentos que, em alguns casos, chegou a ter queda de até 50%.
Para o comerciante Walid Ibrahim, de 44 anos, que mantém seu estabelecimento na esquina da via com a avenida Princesa Isabel de Bragança, essa alteração no trânsito deve acabar com o isolamento dos comércios locais. "Essa liberação é benéfica principalmente para o comércio local, que passou os últimos meses praticamente dentro da obra e teve que conviver com a queda significativa do movimento", disse. 
A gerente Rosa Maria da Silva, que atua em uma loja de bolsas, está confiante e espera uma melhora nas vendas. "Depois de enfrentar todos esses problemas, ter a poeira da obra dentro da loja, perder os clientes, o que a gente espera é retomar o movimento que caiu 40% desde o fechamento da Ricardo Vilela", contou.