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Atendendo a pedido dos deputados estaduais do Alto Tietê, o governo do estado decidiu voltar atrás e buscar ajuda do Banco Mundial para executar, ainda este ano, o projeto de duplicação da rodovia Mogi-Dutra (SP-88), no trecho entre o trevo da rodovia Ayrton Senna (SP-70) até a cidade de Arujá. A obra já havia sido suspensa pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que na sua última visita à Mogi das Cruzes, no mês passado, disse que tinha decidido adiá-la por falta de recursos financeiros para sua realização.
A informação sobre a possibilidade de retomada do projeto foi repassada pelo secretário estadual de Transportes, Duarte Nogueira, durante audiência realizada na tarde de anteontem, na sede da pasta com a presença dos deputados estaduais Luiz Carlos Gondim Teixeira (Solidariedade) e Marcos Damásio (PR). O deputado Estevam Galvão de Oliveira (DEM) compareceu, mas não pode acompanhar a reunião, por causa de outros compromissos.
O encontro foi agendado por Gondim, que apostou na união dos representantes do Alto Tietê para conquistar o benefício. "Com a força política dos deputados vamos conseguir esse benefício para a região. A duplicação daquele trecho vai garantir maior segurança aos usuários e mais desenvolvimento, especialmente para o distrito do Taboão, área próxima destinada às indústrias, com muito potencial de crescimento", observou.
Os políticos pediram ainda a construção de um novo acesso, nas proximidades do trevo com a Ayrton Senna, para facilitar o escoamento de produtos das empresas que funcionam no local.
O secretário Nogueira explicou que Alckmin havia adiado a obra, porque não tinha conseguido a liberação dos recursos do governo federal para custear o projeto. "Mas, quando foi informado sobre um possível financiamento através do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), o governador deu sinal verde para a retomada do projeto", relatou.
Ele disse que equipes do Banco Mundial e do Departamento de Estradas de Rodagens (DER) já estão fazendo o levantamento e realizando novos estudos técnicos, para analisar a viabilidade da obra.
O secretário informou que os técnicos estão verificando o aspecto do desenvolvimento econômico da obra para a região, avaliando o impacto ambiental, as obras de artes, necessidade de desapropriações e as diretrizes de segurança do traçado da via. "A previsão é de que esse levantamento esteja concluído nos próximos dez dias. Só depois de analisar os dados é que o Banco vai se decidir sobre a obra. Estamos muito otimistas e acredito que a proposta de financiamento vai ser aprovada sem problemas", disse Nogueira.
O custo do projeto, que inicialmente estava orçado em R$ 140 milhões, teve que ser atualizado e agora está próximo aos R$ 165 milhões.
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