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O projeto de lei complementar que prevê a venda de terrenos públicos para pagamento de dívidas da administração municipal de Suzano e o envio da propositura para votação em regime de urgência foram duramente criticados pelos vereadores de oposição da Câmara. Segundo eles, a ação demonstra má fé do prefeito Paulo Tokuzumi (PSDB) e do presidente do Legislativo, Denis Cláudio da Silva (DEM), que recebeu a propositura e a colocou em discussão sem que alguns parlamentares sequer tivessem feito a leitura.
"Só tivemos acesso ao projeto durante a sessão e nem havia cópia para todos. Eu mesmo praticamente nem li, como poderia votar? Não se pode querer vender áreas públicas sem dizer para onde irá o dinheiro, de que forma ele será utilizado", destacou o vereador Said Raful (PSD). Sobre a manobra do prefeito em evitar que a oposição lesse a propositura, o parlamentar foi mais duro. "Se uma pessoa acredita de verdade numa ideia, ela tem condição de defendê-la, de expor seu ponto de vista para qualquer pessoa, não tem dificuldade para isso. Esconder o projeto dessa forma é uma babaquice, uma infantilidade", acrescentou.
Para Vanderli Ferreira Dourado (PT), o Derli do PT, a ação se trata de má fé. "É absurda uma atitude dessa por parte do prefeito e do presidente da Câmara, porque não esconde só de nós o projeto, mas também da população. É preciso que se faça uma discussão sobre as áreas e que a população participe disso", declarou o petista. Ele afirmou ainda que a oposição vota favorável ao governo quando se trata de medidas que beneficiam a população. "Neste caso não é bom para Suzano. A cidade não pode pagar pela má gestão do dinheiro público".
O vereador Walmir Pinto (PT) classificou como um desacato o projeto de lei complementar. "Foi no mínimo uma falta de respeito desse governo com nós vereadores que temos direitos iguais. Além disso, o projeto possui erros gravíssimos, uma vez que não diz qual finalidade terão essas áreas que estão sendo entregues à iniciativa privada. Quando essas pretensões são omitidas e algo é feito às escondidas, isso nos dá margem para desconfiar de alguma ligação escusa", arrematou. (C.M.)
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