O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou ontem que vai antecipar em 15 dias a vacinação de todas as pessoas acima de 18 anos e sem comorbidade no Estado. Na semana passada, o governador havia prometido imunizar a população geral até 31 de outubro, mas agora pretende aplicar ao menos a primeira dose em todo o público-alvo até 18 de outubro. Segundo o governo, os grupos de profissionais da Educação e gestantes e puérperas sem comorbidades também foram antecipados.
O Estado decidiu, ainda, prorrogar a fase de transição do Plano São Paulo, mantendo as atuais medidas e horários de funcionamento do comércio até 30 de junho. "Devido ao aumento dos índices da pandemia, sobretudo em algumas áreas localizadas do Estado, o centro de contingência recomendou prorrogar por mais duas semanas", disse Doria. "É uma medida de cautela, para proteger a vida das pessoas", completou.
O governo de São Paulo antecipou a vacinação dos profissionais da Educação no Estado. Até amanhã, os trabalhadores da Educação básica acima de 18 anos estarão aptos a receber a vacina contra a Covid-19. Dessa forma, 100% da categoria poderá se vacinar. Antes, a imunização do grupo estava prevista para ser concluída até 31 de julho.
Ontem foram vacinados os profissionais de 45 e 46 anos, grupo que soma 80 mil pessoas. A vacina já estava disponível a outros 400 mil profissionais da Educação de São Paulo acima de 47 anos desde o dia 10 de abril. A vacinação abrange, além dos professores, todos os funcionários das escolas, como profissionais da limpeza, merendeiras, porteiros e trabalhadores administrativos.
Apesar de ter sido o primeiro Estado brasileiro a iniciar a vacinação dos profissionais da Educação Básica, em 10 de junho, São Paulo será um dos últimos a concluir a imunização da categoria. Um levantamento feito pelo Estadão mostra que em 19 capitais a vacina contra a Covid-19 já está disponível a todos os profissionais da Educação Básica, independentemente da idade de cada um.
Doria e o Centro de Contingência para a Covid discutiram ontem se as escolas deixarão de receber apenas 35% dos alunos, como ocorre atualmente. Uma das justificativas para a ampliação seria a de que há escolas de diversos tamanhos e o limite de 35% seria muito baixo. Alguns prédios têm capacidade para cumprir os protocolos estabelecidos mesmo recebendo mais alunos. A flexibilização seria um pedido de movimentos pela volta às aulas, como o Escolas Abertas. Contudo, o governo não anunciou mudanças até agora.