O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a negar, em interrogatório, que tenha recebido propinas em troca da edição da Medida Provisória 471, de 2009, que dispôs sobre benefícios fiscais a montadoras de veículos. O petista afirmou que a denúncia é uma "ilação". "Há muita má fé, muita inverdade."
O petista prestou depoimento na 10.ª Vara Criminal Federal, em Brasília, onde compareceu às 14h30 de ontem e respondeu a perguntas do juiz federal Vallisney de Oliveira, responsável pela Operação Zelotes, e também do Ministério Público Federal, e de sua própria defesa.
O ex-presidente negou ter se reunido com o lobista Mauro Marcondes, a quem conhece desde os anos 1970. "Eu tenho conhecimento do Mauro Marcondes desde 1975, quando eu assumi a presidência do sindicato dos metalúrgicos do ABC, e o Mauro Marcondes era diretor de recursos humanos da Volkswagen. Então, todo e qualquer problema que o sindicato tinha com 44 mil trabalhadores da Volks a relação era com o Mauro Marcondes. (E.C.)