A Polícia Civil de Mogi das Cruzes realizou uma operação na madrugada de ontem que culminou com a prisão de 18 pessoas de uma mesma quadrilha, especializada em roubo de residências. Batizada de "Pequim", a força tarefa contou com 150 agentes, metade atuam na cidade, enquanto a outra parte trabalha nas delegacias subordinadas ao Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro).
Em conversa com a reportagem, o delegado-titular do 3º Distrito de Mogi, que fica em César de Souza, Alexandre Batalha, que esteve à frente de todo o trabalho, revelou que ainda existem cinco suspeitos foragidos e que a operação ganhou o nome da capital da China porque os criminosos tinham preferência em assaltar vítimas oriundas dos países asiáticos. Os crimes ocorriam em São Paulo, em bairros como o Morumbi, e Mogi das Cruzes e Suzano. Somente em Mogi eles são suspeitos de realizar cerca de cem assaltos.
Foi após um assalto ocorrido em dezembro, onde três pessoas foram presas, que a Polícia Civil começou as investigações para chegar à quadrilha, como explicou Batalha. "Depois de um roubo numa residência de família japonesa, a gente começou a investigar e descobrir algumas pessoas da quadrilha. Descobrimos, de início, quatro pessoas e conseguimos prender três na rodovia Mogi-Dutra (SP-88). O quarto indivíduo continuou o crime na cidade e as investigações continuaram e descobrimos que eles faziam parte de uma grande quadrilha, destinada a roubar residências".
Estão foragidos ainda cinco suspeitos de integrar o grupo criminoso. De acordo com o delegado, eles foram identificados como Alexandre Schneider Remorini, Edicleiton Alves da Silva, Marcos Roberto Ferrari, Vinicius Araújo de Almeida e William Rodrigues de Almeida.
Todos os homens presos moram na cidade de São Paulo. A preferência por asiáticos era porque, de acordo com o delegado, essas vítimas tinham o costume de guardar dinheiro em casa, em vez de abrir uma conta bancária.
Apreensões
Todos os detidos durante a madrugada tiveram a prisão provisória, de cinco dias, decretada. O delegado busca agora conseguir a prisão preventiva dos suspeitos para dar continuidade às investigações. "Apreendemos diversos objetos, três rádios, celulares que eles utilizavam nos assaltos. Mas não encontramos armas".
Quanto aos objetos roubados, Batalha informou que nada foi recuperado. "Eles realizavam os crimes e depois revendiam os objetos para não chamar atenção e não identificar. Isso dificulta indiciar os suspeitos, mas conseguimos algumas provas, e acredito que eles sejam condenados pelos crimes, mas dificulta sim", destacou.
Os presos foram indiciados por roubo à residência e formação de quadrilha. Eles serão levados para o Centro de Detenção Provisória (CDP).