A Justiça Criminal de Mogi das Cruzes determinou na semana passada que os policiais militares Fernando Cardoso Prado de Oliveira e Vanderlei Messias de Barros, acusados de matar os ajudantes Rafael Augusto Vieira Muniz, de 26 anos, e Bruno Fiuza Gorrera, de 24, em setembro de 2014, na rua Pedro Battani, no Jardim Camila, em Mogi, sejam julgados pelo Tribunal do Júri. Um outro rapaz que estava com as duas vítimas conseguiu fugir dos acusados e sobreviveu.
A decisão da Justiça foi publicada na terça-feira, no Diário Oficial do Estado. Ainda cabe recurso contra a decisão de enviar Cardoso e Messias para o tribunal. O julgamento deve ocorrer somente no ano que vem.
Na audiência de instrução desse caso, ocorrida no começo de junho, os dois acusados negaram a autoria do crime. Na publicação liberada pelo Diário Oficial, Cardoso diz que no dia do crime ficou em serviço até as 19 horas. Ele disse também que não esteve no local dos assassinatos e nunca trabalhou na companhia de Messias.
Por sua vez, o segundo acusado também nega participação das mortes. Messias alegou que estava de serviço administrativo naquele dia, entretanto, não soube explicar onde estava. Destacou que não conhece o bairro Jardim Camila.
O que pesou contra ambos foi o fato de o sobrevivente ter reconhecido os dois policiais. Essa vítima informou em juízo que se encontrou com Muniz para conversar, quando Gorrera também se aproximou. Logo após o encontro dos três, dois homens com rostos descobertos, que estavam dentro de um carro prata, dispararam contra o trio. Os tiros acertaram Muniz e Gorrera, que morreram no local. A dupla de atiradores ainda desceu do carro e foi atrás do sobrevivente, mas este conseguiu se esconder em uma igreja próxima.