As famílias das vítimas do acidente na rodovia Mogi-Bertioga (SP-98), que aconteceu em 8 de junho deste ano, não vão aceitar acordo proposto pela Defensoria Pública de São Paulo.
De acordo com o advogado José Beraldo, que representa cerca de 17 famílias, a proposta não foi razoável.
"Não foi uma proposta razoável da Defensoria Pública, tendo como base o padrão de vida das famílias. Isso é um absurdo, uma afronta à dignidade humana".
Foram oferecidos R$10 mil aos sobreviventes por danos morais, mais o custeio das despesas materiais, além de um salário vitalício de meio salário-mínimo. "Estou pedindo no mínimo 500 salários mínimos, de acordo com o que é fixado pelo Superior Tribunal de Justiça. Só aceitaria um acordo mínimo razoável perante à justiça. Não gostei da conduta dos defensores, pois o termo atende só os interesses da empresa responsável", disse. O valor mínimo pedido pelo advogado Beraldo é de R$1,2 milhão. (K.C.)