Com as altas temperaturas de janeiro, muitas pessoas procuram alternativas para se refrescar. Os espelhos d'água e fontes localizadas nas praças da região são alvos frequentes desse tipo de público. O que tem chamado mais a atenção é a fonte, localizada na praça João Alvarez, no centro de Itaquaquecetuba, onde os mendigos se aventuram e se arriscam, já que o espaço não foi estruturado para banhos e possui fiação, canos e luminárias. A população pediu que o local seja cercado.
O prefeito Mamoru Nakashima (PSDB) publicou em sua rede social uma imagem do espaço coberto por espuma. O tucano classificou o ato como vandalismo e cogitou a possibilidade de cercar a área com grades para evitar esse tipo de invasão. "Infelizmente a nossa fonte da praça que ficou tão bonita está sendo alvo de vandalismo. Estão jogando uma espécie de sabão e isso entope todo o sistema de funcionamento e pode acabar estragando de vez. É triste, eu não queria, mas talvez tenhamos que colocar grades em volta da fonte. É importante avisar que a obra da praça ainda não terminou, tem o novo coreto ainda para ser feito e outras melhorias, estamos apenas aguardando o dinheiro do governo do Estado para finalizar", disse o prefeito em sua fanpage.
Questionada sobre a situação, a administração municipal informou que estuda a possibilidade de implantar o gradil em torno da fonte luminosa. A praça, inclusive, recebe serviços de revitalização e está com 45% das obras concluídas, faltando a construção do novo coreto, sanitários e paisagismo. "A prefeitura está aguardando a liberação do restante da verba por parte do Governo do Estado, que está previsto para as próximas semanas", informou, por meio de nota.
A reportagem do Grupo Mogi News esteve no local e notou que a fonte virou uma atração na praça. Muitas pessoas param para fotografar e se refrescar mesmo do lado de fora, já que a queda de água provoca borrifos.
A população não soube dizer o que, ou quem, provocou a espuma vista e registrada pelo prefeito, mas apontaram outro problema frequente no local: os mendigos e os riscos de alguma criança se machucar. "A fonte tem lâmpadas que fazem a iluminação noturna. O local fica rodeado de gente e a gente vê os pequenos muito perto. Podem se cortar, até mesmo por conta dos ferros", observou o autônomo Osvaldo Marinho Ferreira, 56 anos. "É um perigo, porque o espaço é aberto. O correto seria cercá-lo com grades e fazer a manutenção frequente".
A autônoma Joseli Pereira, 36, conta que vê, frequentemente, os moradores de rua se refrescando no espaço. "Acho arriscado, pode acontecer algum acidente, porque tem canos expostos. No último sábado mesmo, vimos duas pessoas lá dentro", contou, lembrando que a fiscalização é precária na praça.
O pedreiro João de Lima, 60, reivindicou a colocação de grades em volta da fonte. "Esse é um serviço que precisa ser realizado com urgência, antes que alguém se machuque".