Apesar dos reajustes, os comerciantes afirmam que os valores não são abusivos e estão de acordo com o mercado. Mas reconhecem que o preço das matérias-primas do papel dispararam, se comparado com o ano passado.
A proprietária de uma papelaria em Mogi das Cruzes explicou que este insumo teve reajustes ao longo de todo o ano passado. "As indústrias de papéis são as que pagam os maiores tributos, o que acaba refletindo no preço repassado", explicou Cristina Nishina.
"Os preços estão bem competitivos. Existe a diferença, que é mínima com as demais papelarias. Mas o importante é que a qualidade é mantida nos produtos que vendemos", disse Hélio Nishina, que também comanda uma loja em Mogi.
O gerente de outra papelaria em Mogi, Oscar Utsunoiya, afirmou que, no geral, houve um reajuste de 10% no material escolar. "Alguns itens acompanham a inflação e outros nem tanto. O papel é o que sofreu maior reajuste no decorrer de todo o ano passado", explicou.
A gerente de uma uma loja do ramo, em Suzano, disse que, apesar dos reajustes, algumas pessoas já iniciaram as compras dos materiais no mês passado e, nesta semana, o movimento aumentou. "Muitos clientes ainda estão pesquisando. Depois do pagamento a procura é ainda maior e a loja fica cheia", contou Cristina Silva.