Ferraz de Vasconcelos e Poá são os únicos municípios do Alto Tietê que estimam queda na arrecadação para o próximo exercício fiscal. Juntas as duas cidades tiveram perda de R$ 6,36 milhões no comparativo entre a previsão orçamentária de 2017 e o esperado para a gestão de 2016.
A maior redução é prevista por Ferraz. Isso porque a receita estimada para este ano foi de R$ 314 milhões enquanto que para o próximo ano estão previstos R$ 310 milhões. Uma redução de 1,26%
O pouco otimismo em relação às finanças pode ser justificado com base nos números registrados até o momento. Dos R$ 314 milhões orçados para 2016, apenas R$ 216 milhões foram arrecadados até o dia 4 de novembro, o que corresponde a uma pendência de R$ 98 milhões.
Por outro lado, a administração municipal empenhou, até o mesmo período, R$ 265 milhões, ou seja, 22,6% a mais do que arrecadou até então.
Já Poá, que esperava arrecadar R$ 470 milhõs este ano, estima um orçamento de R$ 467 milhões para 2017, ou seja, R$ 2,36 milhões a menos.
Até setembro o município já havia arrecadado R$324 milhões do previsto.
Um pouco mais otimistas estão os municípios de Guararema, Arujá e Itaquaquecetuba. O primeiro espera elevar seu orçamento em 5,9% no comparativo entre 2016. Já o segundo almeja um aumento de 6,2%, enquanto o terceiro espera contar com R$ 47 milhões a mais para o próximo exercício.
Fugindo totalmente da regra, Mogi das Cruzes espera arrecadar em 2017 R$ 1,55 bilhão. O montante é 24% maior que orçado para este ano, que foi de R$1,25 bilhão.
Suzano, por sua vez, espera elevar a arrecadação do ano que vem em 12,5% em relação a 2016, recolhendo um total de R$ 713 milhões. Para este ano são esperados R$ 633 milhões. Outras prefeituras não comentaram o orçamento para 2017.