A uma semana do Natal a maratona pelos supermercados em busca dos melhores preços nos itens da ceia natalina já foi iniciada. Assim como nas demais datas comemorativas do ano, "economia" continua sendo palavra de ordem. Com isso, os comerciantes estão pouco otimistas. A expectativa é que seja mantido o mesmo índice de vendas alcançado em 2015.
Na manhã de ontem muitos mogianos que foram ao mercado municipal (Mercadão), aproveitaram para adiantar as compras e evitar a correria de quem deixa tudo para a última hora.
Foi o caso da dona de casa Ismária Melo Martins. "Já estou comprando os produtos que demoram para perecer, porque assim fica mais fácil encontrar preços melhores. Além disso, a gente consegue fazer tudo com tranquilidade, sem tumulto", disse.
Se por um lado alguns itens podem ser substituídos com facilidade, há também produtos como panetone, peru e frutas cristalizadas, que são praticamente obrigatórios na mesa de jantar onde tradicionalmente as famílias se reúnem.
Para manter a tradição, sem pesar no orçamento, muitos consumidores têm apostado na busca por valores mais competitivos, a exemplo da suzanense Marília Mathias. "Estou pesquisando bastante e comparando os preços. Acho que não adianta substituir muito as coisas, porque se não se perde a essência. Prefiro ter esse trabalho, mas garantir uma ceia gostosa e que não fique tão cara", comentou.
Outra estratégia utilizada pelas famílias tem sido a "ceia compartilhada". Nela os produtos ou os valores gastos na compra dos alimentos são divididos entre os participantes, sem ficar apenas na responsabilidade do anfitrião.
"As coisas estão mais caras que no ano passado. Estamos pesquisando e também decidimos dividir a lista. Meu filho está comprando um pouco, meu genro também. Assim não pesa para ninguém e fazemos uma ceia bacana", contou o agente comunitário Dercílio Ribeiro.
Comerciantes
Segundo Elza Yamamoto, que mantém um comércio voltado para a venda de bacalhau no Mercadão de Mogi, o pouco otimismo é resultante da crise econômica. "É claro que a gente sempre espera o melhor. Mas tendo como base o que foi o ano inteiro fica difícil esperar uma elevação. Se mantivermos a média do último natal, já estaremos satisfeitos", destacou.
Já Jurandir Andrade, gerente de um atacado de Suzano, ressaltou que um maior movimento é esperado a partir do dia 20. "O pessoal aproveita a segunda parcela do décimo terceiro salário para fazer as compras de natal. E é costume deixar para última hora. Então a previsão é que as vendas comecem a crescer agora", concluiu.