A moradia é um dos direitos básicos e ainda vivemos um grande déficit habitacional não apenas na região, mas em todo o país. A regularização fundiária, fundamentada na lei criada em 2017, tem contribuído para que muitas áreas ocupadas por anos conquistem novos patamares, com os moradores recebendo os títulos de propriedade e as áreas ganhando a devida infraestrutura. 

Na edição digital de hoje destacamos o trabalho realizado pela Secretaria de Habitação Social e Regularização Fundiária, que tem à frente Romildo Campello, e vem realizando um importante trabalho em núcleos de diferentes regiões da cidade, com a Vila Nova União e em Jundiapeba. A expectativa para este ano é de mais de 2 mil títulos de propriedades entregues, e no ano passado foram mais de 400. 

A cidade avança em uma área importante, e a Habitação mostra como seu status mudou ao longo dos anos, até se tornar uma pasta, conduzindo um projeto tão importante, que impacta a vida de tantas famílias. Uma mudança que vai além da garantia jurídica da propriedade, mas que traz dignidade e leva infraestrutura para áreas onde são comuns as ligações clandestinas de água e energia elétrica. 

Um exemplo importante desse processo é o que acontece hoje na região do Santo Ângelo, no distrito de Jundiapeba, marcada pelos conflitos envolvendo produtores rurais, moradores do entorno, a empresa que adquiriu a área que pertencia à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, e também manifestações frequentes em frente à Prefeitura de Mogi. 

Foram necessárias muitas mãos para que fosse encontrada uma solução para a área que hoje atende os interesses da empresa e também da população que ali vive, muitos já com o título de propriedade em mãos. O processo de regularização avança e os bairros vão ganhando nova cara, com a chegada da infraestrutura básica para trazer melhor qualidade de vida aos moradores. 

Nossos votos que a regularização avance, não sendo um instrumento para novas invasões, mas permitindo que moradores possam ter sua propriedade reconhecida.