A volta dos alunos da capital paulista às salas de aula pode não acontecer no dia 8 de setembro. Em entrevista à Globonews, o secretário municipal de Educação, Bruno Caetano, disse que é "muito provável" que os estudantes demorem mais para voltar às escolas.
"Para ser dia 8, a Saúde tem que dar a orientação. Mas pode ser e é muito provável que não seja no dia 8 de setembro. Ainda não há nenhuma data. A Secretaria (de Educação) segue se preparando para, quando a Saúde autorizar, estar tudo em ordem", afirmou o secretário.
Na última quinta-feira, o prefeito Bruno Covas (PSDB) já havia sinalizado que as aulas presenciais só seriam retomadas após a liberação pela área de Saúde do município. "Quem vai definir a data de retorno às aulas não é pressão política do grupo A, B ou C. Quem vai definir a data é a área da Saúde. Foi ela que solicitou que a gente suspendesse as aulas e somente quando entender que é possível a volta às aulas é que nós voltaremos", disse Covas.
Caetano não deu uma data exata para o retorno presencial dos alunos. "Pode ser que seja outubro, pode ser que seja novembro. A minha visão, como secretário de Educação, é que é uma atitude prematura anunciar que nesse ano não tem aula. Acho que tem que ir passo a passo, acompanhando a evolução da pandemia semana por semana", afirmou.
Na previsão do governo do Estado, dentro do Plano São Paulo, para que as aulas sejam retomadas em 8 de setembro, é necessário que todas as regiões do Estado estejam na fase amarela do plano de flexibilização por um período de 28 dias consecutivos. Ainda assim, o retorno presencial será gradual e primeiro com 35% dos alunos, depois com 70% e em seguida com 100%.
Questionado sobre a possibilidade dos municípios não retomarem as aulas neste ano, o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, afirmou respeitar a autonomia das cidades. "Nós entendemos que qualquer decisão tanto para um lado quanto para o outro precisa ser discutida pela área da Saúde. E quando falo pela área da Saúde, falo não só pelos cuidados com a Covid, mas os outros impactos que pode ter o não retorno também", disse. (E.C.)