A defesa de Fabrício Queiroz, apontado pelo Ministério Público do Rio como "operador financeiro" do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) entrou com habeas corpus ontem. O advogado Paulo Emílio Catta Preta pede que ele vá para prisão domiciliar em razão de seu estado de saúde - Queiroz se recupera de um câncer.
Preso anteontem em Atibaia e transferido para o Rio no mesmo dia, Queiroz está isolado em uma cela no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, onde ficará por 14 dias. O isolamento se deve ao protocolo de segurança para evitar a propagação do coronavírus. Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Queiroz "passa bem".
Ao pedir a prisão preventiva, o MP do Rio solicitou à Justiça que encaminhasse Queiroz para Bangu, e não para o Batalhão Especial Prisional da Polícia Militar do Rio. A Promotoria viu "risco iminente" de que Queiroz continuasse a praticar delitos se fosse custodiado no BEP. (E.C.)