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O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou na noite de ontem que continuará à frente da Pasta, mas pediu "paz" para continuar a trabalhar. Em conversa com jornalistas, Mandetta reclamou de críticas que trazem dificuldade ao ambiente da sua equipe, mas disse que a reunião de ontem, com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e outros ministros trouxe mais "união" ao governo. "Começamos a semana com mais um solavanco, esperamos que possamos seguir em paz", disse.
Mandetta afirmou que muitas vezes o trabalho da Pasta sofre interferências de forma "constante". "Temos dificuldade quando, em determinadas situações, por determinadas impressões, críticas não vêm para construir, mas para trazer dificuldade no ambiente de trabalho", disse o ministro. "E isso vem uma constante, o Ministério da Saúde adotar determinada linha, situação e termos que voltar, fazermos determinados contrapontos para poder reorganizar a equipe", declarou.
Mandetta afirmou, ainda, que ontem foi um dia pouco produtivo no Ministério da Saúde por causa dos boatos de que poderia ser demitido. Ele sinalizou que, caso isso acontecesse, toda a equipe também pediria para sair. Mandetta falou ao lado dos os secretários e com a presença de outros membros da equipe. "Muitos não sabiam o que ia acontecer, chegaram a limpar as gavetas, até a minha gaveta", declarou.
Mandetta reforçou que o seu trabalho é "técnico", baseado na ciência, e que ele atua como "porta-voz do trabalho" da equipe. "O que faço é dar alguns pequenos palpites às medidas", afirmou.
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