O atual momento em que vivemos é caracterizado como a "era do conhecimento". Também conhecida como sociedade pós-industrial, ela se diferencia muito da sociedade anterior por concentrar mais de 60% de toda mão-de-obra no setor de serviços. Isso porque o trabalho intelectual é muito mais frequente que o manual e a criatividade, mais importante que a simples execução de tarefas.
No período anterior dava-se uma grande importância para a padronização das mercadorias e à especialização do trabalho. Agora, o que é mais importante é a qualidade de vida, o trabalho intelectual e a capacidade de aprender a desempenhar diferentes funções.
É justamente por isso que a educação deve ser uma das nossas maiores preocupações. A baixa qualidade de ensino instalada em nossas escolas tornou-se uma ameaça à competitividade das empresas, retardando o processo de desenvolvimento do país. A condição necessária para que qualquer nação emergente se insira na chamada "sociedade do conhecimento", é ter um sistema de ensino universal e de qualidade. No entanto, quando comparamos nossa educação com a de outros países emergentes no quesito qualidade, amargamos uma vexatório posição.
Essa realidade interfere negativamente no ritmo de crescimento da economia, além de afetar o processo de distribuição de renda, pois impede que uma considerável parcela da população consiga melhorar de vida através de seu próprio esforço.
O brasileiro ainda fica pouco tempo na escola e nesse tempo aprende muito pouco. Convivemos com altos índices de evasão escolar, o que condena um imenso contingente populacional ao sombrio universo do trabalho precário.
É grande o número de alunos que ingressam no sistema educacional, mas, ao mesmo tempo, é muito grande o número daqueles que abandonam a escola sem completar o ensino fundamental e, principalmente, o médio. O nosso desafio é manter nossas crianças e jovens por mais tempo nas salas de aulas e garantir que eles tenham um ensino de qualidade.