A sociedade moderna é caracterizada pelo consumismo. Tudo aquilo que consumimos cotidianamente, seja indispensável ou não para nossa existência, é adquirido como mercadoria. Quando comparamos os dias de hoje com o passado, mesmo que esse passado não esteja muito distante, percebemos que essas "necessidades" têm aumentado numa velocidade cada vez mais intensa.
O que compramos é resultado de um processo produtivo. O processo produtivo tem início na extração de recursos naturais e não se encerra no momento do consumo, pois também compreende o destino que damos a tudo o que deve ser descartado. Nesse sentido, a prática do consumo se constitui em ação de grande importância, pois provoca inúmeros impactos. Ela impacta os indivíduos ao satisfazer necessidades e também, em função dos apelos de consumo, ao comprometer a sua renda. Além disso, o consumo movimenta a produção e a circulação das mercadorias e isso ativa a economia.
Mas existe outra instância de nossas vidas que é muito afetada pela produção e pelo que sobra dela. Os impactos dessa prática são intensamente sentidos pela nossa Mãe Natureza. É ela a fornecedora das matérias-primas necessárias para a produção daquilo que a sociedade consome. A intensificação do consumo tem acelerado o processo de utilização desses recursos naturais numa escalada que a natureza não pode suportar. As consequências disso já são exaustivamente conhecidas por nós.
É imperativo aprendermos a produzir e consumir os bens e serviços de uma maneira diferente da atual, ou seja, com princípios da sustentabilidade. Para que isso se torne realidade é indispensável que as pessoas pratiquem o consumo consciente, levando em consideração os impactos provocados por ele. Esse consumo deve ser fruto de uma reflexão que aborda a origem e a forma de produção de cada mercadoria.
O engajamento dos consumidores está em ascensão em várias partes do mundo. Aqui, infelizmente, ainda estamos engatinhando.