Alguns acreditam que sou um otimista inveterado, com tanta coisa acontecendo no País. Na verdade, sou confiante. E não é com base apenas nas estatísticas. É sustentado nas histórias de vida que conheço todos os dias.
Histórias como as dos empresários Ângela, Beatriz, Carlos Eduardo, Delton, Ireni, José, Marcilene e Marcio. Todos microempreendedores individuais (MEIs) paulistas que acabaram de receber, junto com outros 30, financiamento do programa Juro Zero Empreendedor, resultado da parceria entre o Sebrae-SP e o governo do Estado de São Paulo. O valor médio creditado para cada um foi de R$ 10 mil, utilizados para capital de giro e aquisição de máquinas e equipamentos.
Alguns estavam desempregados e encontraram no ato de empreender a solução para garantir renda, como milhões de outros brasileiros; outros empregados, mas descontentes com o que faziam e outros ainda que já empreendiam, só que de maneira informal e não queriam mais ser estatística da economia subterrânea.
Todos com uma meta em mente - e bem descrita no plano de negócios que serviu como base para a liberação do financiamento: crescer, aumentar o faturamento e o lucro, gerar empregos, tornar-se dentro de um ano uma micro ou pequena empresa. Eles engrossam as taxas que o Sebrae-SP constatou em sua mais recente pesquisa Indicadores de Conjuntura: 43% dos MEIs acreditam que o desempenho de sua empresa vai melhorar nos próximos seis meses.
Conversei com cada um deles e todos têm o espírito empreendedor. Já traçaram suas trilhas de crescimento, que passam pela melhoria da gestão, da produção, o incremento da inovação e a expansão dos clientes.
Por isso, nessa hora de retomada do crescimento, estou sim otimista que o cenário em 2018 será bem diferente do que vivemos atualmente. Afinal, vamos colher bons frutos da limitação do teto de gastos, da reforma trabalhista, regulamentação da terceirização e a redução da taxa Selic.