Mais de 13 milhões de pessoas no Brasil estão desempregadas, segundo dados divulgados na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.
De acordo com o IBGE, é a segunda queda seguida desde 2014, mas é a maior taxa para maio da série histórica iniciada em 2012. Essa taxa é feita pelo IBGE e é realizada três meses antes. Os últimos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no mês de maio, mostra a abertura de vagas formais de trabalho superou as demissões em 34,2 mil postos.
No trimestre terminado em maio, havia no País 33,3 milhões de trabalhadores com carteira assinada, e é o menor desde 2012. O pico de carteira assinada foi atingido em maio de 2014, quando o Brasil apresentava pleno emprego com 6,5 de taxa. Isso demonstra que a crise está trazendo muitas mudanças no setor econômico.
As três áreas que mais empregavam no País tiveram redução em comparação com o trimestre terminado em maio de 2012. Naquele ano, a indústria representava 14,7% dos postos de trabalho com carteira assinada e passou para 13% neste ano. Já a agricultura caiu de 11,7% para 9,7%, e a construção de 8,2% para 7,4%.
Embora o IBGE não tenha uma pesquisa nesse sentido, você observa claramente que o motorista de Uber ou de outro aplicativo está vindo de uma condição de desemprego. A situação não está fácil para ninguém, principalmente para a galera jovem entre 16 e 22 anos, que está à procura do primeiro emprego e não tem experiência no mercado de trabalho, que é exigido na maioria das vezes.
Então, o quanto antes esses jovens for para o mercado de trabalho e puder ter a sua formação profissional, menor o risco de ficarem desempregados. Caso ainda tenham dificuldades, o empreendedorismo é uma boa saída, seja para montar seu comércio ou uma startup. O que não podemos fazer é ficar olhando para o céu e esperando o trabalho bater na sua porta.