O Procurador Geral da República está em vias de terminar sua longa gestão. Entremeados de fatos que marcaram a história recente da nação, seus consequentes mandatos fizeram com que se transformasse em figura conhecida.
Não se discute se em suas funções exorbitou dos poderes que lhe foram conferidos. Tampouco se debruça sobre a falta que alguns lhe apontam: perseguidor implacável de políticos que não gozam de sua estima, ou de leniência com essa ou aquela agremiação politica.
Em tempos bicudos como os atuais, certamente, críticas e loas virão, ou dos contrariados, ou dos eventuais beneficiados. 
Verdade incontestável, no entanto, que foi rigoroso em suas ações, defenestrando bando imenso de saqueadores da Pátria, piratas modernos dos cofres públicos. Em sua despedida, no entanto, foi alvo de um renitente corrupto, de senhor, segundo noticiado, marcado pela má-fé e ladroagem nos diversos cargos que ocupou.
Aliviado pela despedida de seu algoz; sentindo-se, quem sabe, confortável com a novel ocupante do cargo - que parece gozar das graças de seu particular amigo, Temer -; em tom de blague, de público desfez de Janot.
Obviamente que, à falta de defesa consistente, buscou menosprezar o que desnudou suas mazelas, expondo a nação, aquilo que já se conhecia de sobejo em terras nortistas: sua má formação como homem e político.
Fosse este um país sério, e, por bem menos, teria sido apeado da outrora honrosa função de líder do governo no Senado. No entanto, hoje, reflete bem a gestão que estamos tendo: aquela capitaneada por presidente denunciado, e "Fufuca" no comando da Câmara!
Pobre Brasil.