A Internet é uma ferramenta que se tornou indispensável no dia a dia. Informação rápida, entretenimento, comunicação, produtos e serviços, tudo está na palma de nossas mãos. Mas, como já pôde ser constatado ao longo dos anos, ela também apresenta seus perigos, e um dos pontos mais críticos e que merece atenção especial é em relação à pedofilia.
Acompanhamos um caso em Poá, na semana passada, de um homem de 27 anos, desempregado e que mora com os pais, preso por vários crimes de estupro de vulneráveis, posse e divulgação de arquivos de abuso sexual de menores. De acordo com a Polícia Federal, que atuou nessa ocorrência, o acusado recebia diversos vídeos e fotos com conteúdo sexual e os compartilhava em uma rede de pedofilia internacional. O cidadão prometia a várias das vítimas uma carreira como modelo.
Parece que as crianças e os adolescentes de hoje já nascem programados para entender o mundo digital sem maiores percalços, e grande parte sabe manuseá-lo com mais facilidade que os adultos. Mas se por um lado muitas crianças dominam esse universo mais que os pais, por outro elas não têm experiência de vida suficiente para se defender das armadilhas virtuais. Esses criminosos que se utilizam das redes sociais para praticarem a pedofilia têm a malícia de persuadir e fazer promessas a crianças e jovens, como o caso do criminoso de Poá.
E é por isso que o uso da Internet deve ser controlado pelos pais. Mas, antes disso, uma boa comunicação é a chave para a segurança online. Os responsáveis devem estar sempre atualizados sobre os perigos mais frequentes que são apresentados na Internet para que possam discutir abertamente com as crianças sobre esses aspectos de segurança. Esse é o melhor caminho, e não proibir os filhos de acessarem o mundo virtual que, como já foi dito, é uma ferramenta indispensável e necessária nos dias atuais. Pode parecer trabalhoso para alguns avessos a essa realidade, mas ter conhecimentos básicos de informática deve ser um papel natural na vida dos pais. Da mesma maneira que a família encaminha os filhos ao mundo real, a mesma guia deve servir para o mundo virtual.
Algo que é básico para um adulto pode não ser para uma criança, como a divulgação de dados pessoais a estranhos na Internet, como nome, endereço, telefone, escola em que estuda etc. Falar com desconhecidos na rua e conhecer os colegas dos filhos sempre fizeram parte da preocupação familiar. Agora, a mesma eduçação deve ser modernizada e somada ao mundo virtual.