O direito do consumidor realmente trouxe melhor conscientização à população do que a legislação lhe garante, todavia, a teimosia de fornecedores parece que é incorrigível e à medida em que o Poder Público não garante uma fiscalização adequada, os abusos parecem sempre ser um problema interminável.
Fazer valer um direito tantas vezes gera uma sequência de dissabores que parece deixar sobre nós, consumidores que almejamos a legalidade, certa pecha de chatice. Enfim, só resta mesmo continuar insistindo, para quem sabe, a conscientização lograr exito um dia, seja para os fornecedores ou para o Poder Público.
Vejam o que ocorre em matéria da má prestação de serviços como os de comunicação (telefonia, serviços digitais como internet, transmissão de tv aberta ou paga), Saúde (em especial quando nos deparamos com redes de planos de saúde, caros e deficitários). A falta de respeito do comércio quando omite preços em vitrines ou produtos, pratica vendas casadas ou juros indevidos em parcelamentos, e pior, omite informações que deveriam ser prévias, aliás, vejam o que ocorre no entretenimento e gastronomia, onde são raros os restaurantes e assemelhados que deixam seus cardápios de preços à mostra logo a entrada do estabelecimento, ou então as casas de shows ou ditas "baladas", que sequer apresentam seu preço de entrada logo à porta, ou ainda, inserem as malfadadas ameaças de cobranças no caso de perda de comandas de consumo - cujo controle sequer seria do consumidor, mas sim, do próprio comerciante; os lojistas de carros que nunca colocam sequer o preço do veículo à venda em destaque no vidro dianteiro ou junto ao mesmo e nem mesmo as demais informações que são obrigatórias por lei.
Enfim, se formos alinhavando situações abusivas, quiçá um livro inteiro ainda não daria conta de apontá-las. Falta enfim a verdadeira consciência à sociedade brasileira. Pergunta-se: e tem jeito? Com certeza, ai está uma pergunta que só o tempo ou quiçá novas gerações responderão...