Dia 30, sexta, último de junho, será dado um ultimato à casta política que se agarra no poder como uma ostra no casco enferrujado de um navio. Muitas categorias profissionais farão greve, em defesa de seus direitos. Que esses nunca sejam confundidos com aqueles privilégios seculares e cristalizados na sociedade patrimonialista.
O que todo cidadão e cidadã tem a obrigação de fazer, seja como for, é lançar um grito de alerta a quem nos quer governar: não dá mais! É preciso mudar o modelo econômico, fundado nas commodities, dependente da agroexportação e do extrativismo mineral.
É urgente mudar o sistema político. Em primeiro lugar, tirando os seus condutores fisiológicos, corruptos, sem projeto que não o de sobreviver no controle do aparato de Estado. Para tanto, é necessário que a Câmara dos Deputados acolha a denúncia do PGR/STF contra Temer.
O presidente mais impopular das últimas três décadas é também o primeiro na nossa História a ser acusado de "crimes comuns": corrupção, obstrução à Justiça e participação em organização criminosa. A decisão está nas mãos dos deputados, e é preciso cobrar de cada um deles.
Está em curso a campanha "Chegou a hora: seja um dos 342!". É imperativo denunciar o "acordão" do PMDB com o PSDB: uns preservam Aécio no Senado, outros Temer na Câmara. Há também acenos à cúpula do PT, para que a "política" (isto é, o "condomínio") seja preservada.
E o pós Temer? - indagará você. De fato, só o eleitorado pode abrir caminhos de avanço, trazer alguma luz no fim do túnel. Daí que ao "Fora Temer" se agrega o clamor de 83% da população por "Diretas já".
O ideal seria a antecipação das eleições gerais, e com novas regras que eliminem o domínio do poder econômico sobre os partidos e as campanhas. Por fim, assumimos as iniciativas populares que apontam o rumo para um Brasil soberano e democrático, materializadas em diversas propostas para as reformas tributária, política, habitacional, agrária e da educação, cultura e comunicação. O Brasil tem jeito!