O déficit na quantidade de policiais militares é uma realidade confirmada até mesmo pelos responsáveis pela corporação e algo que persiste há alguns anos. Com o aumento da população e da criminalidade, é inevitável que o assunto constantemente volte à tona. Os números nas estatísticas podem oficializar a situação em determinado local, mas é a sensação de segurança o verdadeiro termômetro.
O primordial para as pessoas no dia a dia é ter garantia de um clima de que é possível andar na rua, dirigir um carro, chegar em casa, sair para o trabalho, entre tantos outros afazeres cotidianos, sem o medo de que pode se tornar vítima da violência urbana. E se não há expectativas de aumento de efetivo, ou seja, de dispor de mais agentes que garantam a segurança nas vias públicas, cabe à sociedade, por meio de suas autoridades civis, cobrar dos responsáveis.
Por outro lado, enquanto isso, a corporação vai fazendo o seu papel de acordo com aquilo que tem em mãos, tanto de material humano como também de equipamentos, veículos e armamento, e assim conseguir realizar um trabalho que todos esperam. Foi exatamente isso o que evidenciou a coronel Mônica Dias Ferreira, responsável pelo Comando de Área Metropolitano (CPA/M-12). Durante encontro com vereadores na Câmara de Mogi das Cruzes, a oficial afirmou que a corporação tem mais de 1,5 mil postos fixos e quase 1,3 mil agentes. Ainda que não seja o número ideal de policiais, ela destacou que os batalhões da PM na região têm agido com inteligência, foco e motivação para superar o déficit e atingir resultados satisfatórios.
Exemplo disso foi o destaque no Disque Denúncia, ferramenta da Secretaria de Estado da Segurança Pública, em parceria com o Instituto São Paulo Contra a Violência. Segundo ela, Mogi é a quarta cidade em todo o Estado de São Paulo em número de casos solucionados e a primeira na Região Metropolitana. É um feito e tanto.
Além de mostrar que as autoridades policiais têm competência para agir de forma incisiva e eficiente, o fato também ressalta a participação da sociedade. Uma denúncia pode levar a prisões, apreensões, blitz, e assim evitar consequências danosas a outras pessoas. Ou seja, a população também tem papel fundamental que pode ao menos ajudar a amenizar de alguma forma o déficit no efetivo. E é característica da Polícia Militar estreitar ligação com a comunidade para fins positivos para ambos os lados. Essa constatação em Mogi deve continuar, sem dúvida, e se espalhar para todas as outras cidades.