O Brasil segue sofrendo e a busca por alento continua. Ainda temos elementos negativos nos rondando, mas também, vemos sinais positivos de que sairemos desta. Há, portanto, prós e contras, os quais precisam ser diagnosticados, de forma a atenuar ou eliminar os contras e potencializar ou até estabelecer de forma durável e sustentável os prós, pois tal conjugação nos permitirá atravessar o vale e voltar a crescer.
Os principais contras que temos no momento são os sistemas organizacionais e de controle do País, excessivamente burocráticos, viciados e que demandam reformas urgentes. Em segundo lugar, citaria o desemprego: quando chegamos a um montante de 12 milhões de desempregados sem incluir os que já desistiram de tentar o emprego, realmente, temos um contra prioritário que deve ser atacado, mas o novo emprego depende de outros fatores que vêm antes dele, como o aumento da demanda e da produção.
Outro contra é a baixa demanda na ponta consumidora, boa parte decorrente do desemprego, claro, mas outra parte significativa, decorrente do endividamento das famílias e também da falta de confiança e medo do consumidor.
Ainda, temos o desequilíbrio das contas em estados e municípios: o atraso nos pagamentos e a falta de investimentos implica um grupo de fornecedores sofrendo, o que é contra o desenvolvimento da economia.
Por outro lado, positivamente, temos a inflação e os juros caindo: isto ajuda muito o consumo. Temos, ainda, as medidas do governo para fomentar a produção, como aconteceu na semana passada com o anúncio de ações para o estímulo da construção civil e, por fim, a previsão de um ano cuja safra será excelente, contribuindo para o giro econômico, além da retomada dos investimentos estrangeiros, os quais, agora mais seguros e confortáveis voltam a apontar para o Brasil e apostar num crescimento iminente que lhes proporcionará bons resultados.
A previsão da maior parte dos analistas já é a de que no segundo semestre o mercado estará experimentando a recuperação efetiva. Que Deus nos ouça!