Já faz alguns anos que os produtos fabricados na China fazem sucesso no Brasil, principalmente pela relação qualidade/preço. Neste sentido, o e-commerce ganha cada vez mais espaço e se torna uma prática comum no nosso País. Os baixos custos de produção em grande escala e da mão de obra, além de menos tributação, fazem com o que o preço fique mais em conta. Esses são vistos como os principais motivos para os brasileiros investirem em "negócios da China".
Nos sites de vendas chineses é possível encontrar brinquedos, roupas, acessórios eletrônicos e tudo que se possa imaginar. A grande diferença acaba sendo no tempo de entrega do produto. No Brasil, geralmente em, no máximo, 20 dias (dependendo da localidade), o produto é entregue. Já os artigos que vêm do outro lado do planeta, demoram, no mínimo, dois meses. Mesmo assim, vários brasileiros preferem aguardar, sabendo que pagará bem mais barato. Outra vantagem é a ausência de frete quando se importa esses produtos. Isso acontece devido à vários acordos que as empresas têm com transportadoras aéreas e de navegação.
Mesmo com o risco de ser taxado, o brasileiro arrisca, já que, o máximo que pode acontecer, é ter que pagar a tributação, que, muitas vezes, ainda compensa para o bolso.
As vantagens para o consumidor brasileiro são tentadoras. O problema é que essa invasão de produtos chineses traz prejuízos para nossa economia, como fechamento de empresas. Consequentemente, o número de desempregados aumenta. Quando se desativa uma empresa, independentemente do setor, perde-se toda a mão de obra. Se as taxas e tributações que o consumidor tem que pagar não diminuírem, certamente, o número de desempregados não vai diminuir.
Isso não significa que a importação do país oriental é a causadora dos mais de 23 milhões de desempregados no Brasil. A crise internacional que nos afetou e problemas econômicos internos que travaram nossa economia são os "pilotos" da atual situação. Mas é impossível negar que a importação chinesa tem sua parcela de responsabilidade. O governo já deixou claro que a preocupação maior é manter a inflação baixa, e não com o comércio exterior.
Portanto, fica claro que alguma medida terá que ser adotada neste sentido, em algum momento - apesar de ainda não haver nenhum projeto que mostre ser eficiente para o assunto. Enquanto o nosso sistema tributário for arcaico e cheio de burocracias e a tributação e o custo financeiro continuarem elevados, o brasileiro, certamente, continuará a fazer seus "negócios da China".