O novo relator dos processos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, recebeu ontem o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para tratar dos próximos passos da investigação.
Fachin também está trabalhando no processo de transição com a equipe que trabalhava com o ministro Teori Zavascki, morto em um acidente de avião no mês passado em Paraty (RJ).
Durante o período, ele deve ser assessorado pelo juiz Márcio Schiefer, braço-direito de Teori. Por causa da morte de Teori, o magistrado pediu para ser exonerado nesta semana e não deve continuar na Corte.
A partir da escolha do ministro como novo relator, cerca de 100 processos relacionados à operação, além das delações de executivos da empreiteira Odebrecht, ficarão sob o comando de Fachin. Os mais importantes tratam das delações de 77 executivos e ex-funcionários da empresa Odebrecht, nas quais eles detalham o esquema de corrupção na Petrobras.
Após a homologação feita pela presidente do STF, Cármen Lúcia, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já começou a trabalhar nos pedidos de investigação contra os políticos e empresários citados nos depoimentos da Operação.