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A maior crise penitenciária do Estado do Amazonas também afetou a segurança pública. Mesmo com uma pasta exclusivamente dedicada à administração penitenciária, o secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, está tendo muito trabalho. Precisou reforçar a segurança na entrada dos presídios nos dias que se seguiram à morte de 56 presos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).
Além de tirar policiais da rua, precisa responder sobre suspeitas de agressões de policiais militares a detentos nas cadeias do Estado durante revistas às celas. "É mentira que presos estejam apanhando sob a égide do Estado", disse Fontes durante entrevista a jornalistas em seu gabinete na última sexta-feira.
Após duas horas e meia de espera na recepção da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, localizada no subsolo de um shopping de Manaus, Fontes recebeu os repórteres em sua sala. O chefe da Segurança Pública do Estado logo avisou: não responde pela administração penitenciária. "Por favor", pede o secretário, mostrando já ter sido obrigado a responder pela outra pasta uma série de vezes. Ex-superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Fontes está no comando da secretaria há dois anos e precisa administrar uma polícia que se divide entre buscar os foragidos da rebelião no Compaj, no início de janeiro - quase 200 presos ainda estão soltos -, reforçar a segurança nos presídios e fazer o patrulhamento nas ruas. O secretário diz entender o aumento da sensação de insegurança, mas afirma que a criminalidade não aumentou após as fugas.
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