Uma iniciativa da prefeitura de Mogi das Cruzes chamou a atenção nesta semana. A criação de uma Ouvidoria Móvel mostra que a administração pretende ouvir a voz da população. Essa é talvez a tarefa principal de qualquer governo e também de qualquer veículo de comunicação. Dar voz às pessoas é o primeiro passo para entender suas necessidades e, com isso, criar as ferramentas necessárias para atender a seus anseios.
O Grupo Mogi News de Comunicação tem como uma de suas características atender aos pedidos de leitores que reclamam de buracos, ruas sem asfalto, terrenos baldios cheios de lixo, falta de iluminação em bairros e os mais diversos problemas que o cidadão comum enfrenta. Rotineiramente, uma equipe entra em contato com o munícipe, anota suas críticas, vai até o local, registra o problema, entra em contato com a prefeitura ou empresa responsável, produz a reportagem e a publica, divulgando aquela queixa para milhares de leitores do Alto Tietê. Com o impacto da divulgação, o problema ganha repercussão e, muitas vezes, o caso é resolvido.
Esta prática de produção de matéria já teve espaço específico - Megafone e Dat Cidadão -, e apesar dos nomes não existirem mais, as reportagens do tipo sempre são realizadas pelos jornalistas. Este é um dos mais valiosos trabalhos que podemos fazer para a sociedade, dar voz a seus problemas e ajudar a resolvê-los. E a Ouvidoria Móvel da Prefeitura de Mogi segue esta linha. Uma atitude valiosa e que agrada a todos.
Durante a produção dessas matérias sobre reclamações de moradores, notamos algumas falhas de comunicação. Como, por exemplo, pessoas que não sabem onde e como agir para cobrar seus direitos. Enquanto alguns grupos, dos mais variados assuntos, utilizam muito bem seus direitos para defender pontos de vista e ideologias, pessoas simples, que moram em bairros afastados e, devido a sua baixa escolaridade, não sabem o que fazer para melhorar suas vidas.
Diante disso, uma Ouvidoria instalada em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), como foi informado em Mogi, é uma excelente ideia, que deveria servir de modelo para as demais cidades da região. No jornalismo, a crise tem modificado muito o cenário das redações, mas nunca deixaremos de atender aos apelos dos leitores, dos mais necessitados, daqueles que telefonam para Redação pedindo ajuda. E as prefeituras devem fazer o mesmo. Independentemente da situação econômica do município, o cidadão está sempre em primeiro lugar.