Ao longo dos últimos tempos, temos experimentado toda sorte de desafios como brasileiros e aqui não é caso de ser otimista ou pessimista, mas de encarar a realidade dos fatos: é difícil estabelecer previsões firmes para 2017, mas é certo que não será um ano fácil. A instabilidade e fragilidade econômica que se estabeleceram e que imaginávamos que a esta altura estariam dissipadas, prevaleceram e o mercado continua complicado, com algum viés de melhora, é verdade, mas muito lenta, quem sabe levando o País a uma condição de estagnação, no entanto, melhor que a recessão experimentada nos últimos anos.
No âmbito político, as incertezas são, também, grandes e não se sabe se o atual governo Temer permanecerá, sendo que se isto não acontecer, é absolutamente incerto à mão de quem irá o poder, com o agravante de não haver um nome de consenso ou forte o bastante para provocar uma reviravolta na presente conjuntura política, embaraçada e improdutiva. O pior talvez seja o fato de que também temos, a cada dia, experimentado insegurança legislativa e jurídica, à medida que se observam outras instituições ou setores da sociedade que não os de direito, propondo leis e, no âmbito judiciário, destacadas decisões surpreendentes em todos os sentidos. A tão necessária e propalada harmonia entre os poderes está abalada.
Neste cenário, chega a ser reconfortante pensar que o desemprego poderá deixar de aumentar, a inflação se manter no centro da meta e, como citamos antes, ao menos, não ter um PIB negativo. O governo, seja qual for, tem seu maior desafio na aprovação de necessárias reformas em sistemas contaminados e inconsistentes, como a previdenciária e a trabalhista. Ao povo resta rever alguns conceitos e posturas e ser produtivo em tudo o que puder, pois o País depende de nosso trabalho e, em tempos de crise, esse deve ser redobrado. Não é por isso tudo que não podemos extrair o melhor de nossos momentos de 2017: no trabalho, com a família, no lazer e com os amigos. Um feliz 2017 ainda é possível!