É lamentável dizer que o sistema educacional brasileiro está decadente. Logicamente que há professores, educadores e autoridades competentes, mas que não recebem a estrutura, o apoio necessário para alavancar a Educação com destino ao primeiro mundo.
A decadência está em todos os setores. Há municípios que aplicam corretamente os 25% do Orçamento destinado à Educação, sem desvios e pagam altos salários aos professores, mas são poucos. Há educadores pessimamente formados, despreparados e sem controle disciplinar das salas onde lecionam. A maioria dos alunos de uma classe de ensino médio fica o tempo todo manipulando aparelhos celulares e não se importa com o que os professores estão ensinando.
A principal atribuição da Lei de Diretrizes e Bases era mudar a visão educacional, subordinando as atividades de ensino à aprendizagem, mas isto não ocorreu. Os estudantes são passivos no que tange à aprendizagem, pouco ou nada estudam. Os alunos se distraem em salas de aula, utilizando celulares, tablets e notebooks, dificultando que os professores possam, efetivamente, ministrar bons ensinamentos.
As unidades federativas e os municípios são obrigados a aplicar 25% dos seus Orçamentos anuais na Educação, enquanto que a União 15%. Os valores orçamentários são os maiores, então, porque o nosso desempenho é tão medíocre? O Brasil está na 63ª posição em ciências e no 66º lugar em matemática no ranking de 70 países, segundo a última edição do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes. Esta posição é vergonhosa. Há escolas particulares de alto nível, mas são poucas, assim como existem professores e educadores altamente preparados e habilitados.
Para que o Brasil se desenvolva em todos os níveis, tem que começar pela educação escolar: escolas de período integral, professores com altos salários, ensino de línguas do primeiro ao último ano, estimular a leitura diária e buscar conhecimentos gerais. É possível? Sim, o Brasil tem recursos para isso. É necessário competência administrativa.