Após dois longos anos de espera e muito transtorno com obras, o primeiro túnel da praça Sacadura Cabral, que faz a interligação entre as ruas Ricardo Vilela e Hamilton Silva e Costa, foi, enfim, inaugurado. Ontem pela manhã o local foi aberto à população, que pôde caminhar no túnel para conhecer de perto e em detalhes parte desta grande obra viária. Parte, porque o segundo túnel, sentido bairro/centro, será inaugurado apenas no ano que vem. À tarde, o túnel será aberto para os veículos. Esta obra vai modernizar muito o centro e deve atrair investimentos, além de melhorar significavelmente o tráfego no local.
Nesta semana, o Grupo Mogi News ouviu a população e moradores, que se mostraram satisfeitos com o resultado da obra viária. O comentário de um comerciante, porém, chamou atenção. Segundo ele, o grande desafio é modernizar a cidade e manter a antiga cidade mogiana com a mesma "cara". Chama atenção a posição deste comerciante, assim como parte da população, -principalmente a que vive a mais tempo na cidade -, que não gostaria que Mogi perdesse seu ar interiorano. A verdade é que, apesar da crise econômica que assola o País, Mogi está se modernizando ao longo dos anos. Obras viárias e a própria globalização, que visa encurtar a distância entre pessoas, colaboram para que este ar interiorano fique cada vez mais para trás.
O fato é que as cidades próximas às capitais, como é o caso do Alto Tietê, precisavam renovar suas aparências e se mostrarem modernas, progressistas e civilizadas. Isso, atrelado à uma boa gestão política, traz investimentos de grandes empresas.
Na quinta-feira, representantes da Prefeitura de Mogi das Cruzes receberam visita do Executivo da cidade de Tournai, na Bélgica (cidade co-irmã de Mogi), e se mostraram interessados em promover intercâmbio cultural no ano que vem, assim como gostaram dos produtos oferecidos por algumas empresas instaladas em Mogi, como a NGK, Blue Skies e MN Própolis. Como foi proposto pelo CEO da Altissia e representante da Prefeitura de Tournai, Nicolas-Louis Boël, há, inclusive, um plano para alguma dessas empresas se instalar na cidade belga. Essa ligação cultural com um país de primeiro mundo como a Bélgica, poderá, futuramente, ajudar no crescimento da região de uma forma geral.
Se é difícil perder o ar interiorano de rara beleza que a região apresenta, mais difícil seria colocar o Alto Tietê em uma redoma intocável e ficar cada vez mais distante dos interesses econômicos do País.