A bandalheira está cada vez mais palpável, arrastando esta nação-continente a um caos jamais visto.
A prisão de ex-governadores fluminenses, mais um episódio nefasto da política brasileira, repercutiu além-fronteiras, maculando ainda mais - para quem julgava impossível, conseguiu-se ir além - nossa moral no concerto internacional.
A visão que se tinha do Brasil amistoso, acolhedor, feliz de outrora, deu lugar a uma republiqueta de bananas, identificada pela violência sem conta que a assola aliada a uma corrupção endêmica jamais vista.
E não se fazem de rogados os delinquentes de escol, bandidos de colarinhos alvos.
Sendo o povo mero detalhe, usam dos meios mais reprováveis e vis para engambelá-lo, na busca do "sagrado" voto que assegure o poder.
Meras moedas, poucos reais, assim mesmo conseguidos de verbas que se propunham a amenizar as desgraças de seu dia-a-dia, são usadas na compra do prestígio e vitória nas urnas.
Perguntamo-nos, tantas vezes, o porquê do desinteresse com a educação, a razão de se manter inculto o grosso da população.
As mazelas de Garotinho, mais que qualquer outra, é convincente explicação. Povo ignorante é gado manso, boiada fácil de tocar para onde melhor interessar!
E conquistada a glória buscada aí é só nadar de braçada!
Helicóptero a disposição para levar o cachorro ao passeio; hotéis luxuosos nas "merecidas" férias do administrador "competente e trabalhador"; anéis caríssimos para a esposa, etc.
Mas não se fica por aí.
Sérgio Cabral - moleza dilapidar o erário - perdeu-se na ganância. Gestor de debilitado Estado, firmado nos velhos hábitos que forjaram sua vida, por astronômicas quantias, vendeu seu caráter - se é que tinha - e, o que é pior, as esperanças daqueles que nele depositaram confiança.
Natural, em um país em que os abastados entendem que tudo podem, fartou-se de afanar.
Ações que se casam, as de Garotinho e Cabral, refletem fielmente as mazelas dos que nos governam.
"Na boiada já fui boi" ...