Especialmente neste último trimestre do ano, a cada mês uma nova cor ganha destaque na área da saúde. Em outubro, o rosa esteve mais presente no dia a dia das pessoas e de empresas públicas e privadas, além de entidades sociais, para lembrar as mulheres sobre a necessidade do combate ao câncer de mama. Apenas em Mogi, no ano passado, 35 mulheres morreram em decorrência da doença. Uma taxa de 16,6 para cada 100 mil mogianas. Em todo o Brasil, este tipo de câncer representa 25% do total de novos casos.
Agora, no mês de novembro, é a vez do azul chamar a atenção com a campanha criada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, em 2011, que tem o objetivo de orientar a população masculina sobre o câncer de próstata. Com mais de 13 mil mortes por ano, este é considerado o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens.
No último mês do ano, há mais cores nos laços que comumente simbolizam estas campanhas. Em dezembro, logo no primeiro dia, o vermelho lembra a luta mundial contra a Aids. Segundo dados do programa da Organização das Nações Unidas (ONU) para combater a doença, o UnAids, o número de pessoas vivendo com Aids no Brasil saltou de 700 mil, em 2010, para 830 mil, em 2015. Em todo o País são registradas aproximadamente 15 mil mortes por ano.
Ainda, em dezembro, ao longo do mês, o laranja reforça a luta contra o câncer de pele, trabalho desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Este é o câncer mais frequente entre os brasileiros, correspondendo a 30% dos tumores malignos.
Os números demonstram como todas estas iniciativas são de fundamental importância, pois mobilizam o Poder Público e a iniciativa privada na criação de ações que estimulam a conscientização, orientam e, principalmente, facilitam o acesso de boa parte da população aos exames preventivos.
As campanhas ainda reforçam a necessidade de que os cuidados com a saúde, em seus mais diferentes aspectos, ocorram ao longo de todo o ano. E, com este foco muitas outras iniciativas se apresentam de estímulo à prática regular de atividades físicas e em prol de uma alimentação mais saudável.
O principal problema, porém, ainda é o acesso a consultas e exames, que precisa ocorrer de forma ágil na rede pública, o que raramente acontece. Assim como o reconhecimento e o apoio para o esforço contínuo de entidades sociais que atuam nestas causas, se desdobrando em ações e eventos para manter o trabalho que realizam com pacientes e familiares.